Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Ações

Sindicato reverte transferência de bancária do extinto Polo, do Bradesco


Na Trincheira, 368
09/03/2016

Foi no ano passado que o Bradesco fechou o Polo de Bauru, no piso superior da agência Ezequiel Ramos. O Polo seria fechado em 1994, mas resistiu até 2015 por causa de uma ação judicial do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região relacionada ao grande número de trabalhadores lesionados naquele setor, vítimas do descumprimento de programas de saúde.

Antigamente os polos eram responsáveis pela compensação de cheques, mas, com a automatização do serviço, o setor foi sendo reduzido.

Transferência

Ultimamente os bancários lotados no Polo de Bauru cuidavam do pós-atendimento de clientes pessoa jurídica e alta renda. Lá havia 35 pessoas, sendo 22 delas com algum tipo de doença osteomuscular relacionada ao trabalho (Dort). Uma dessas pessoas é Maria Antônia, que trabalha no Bradesco há quase 30 anos e está perto de se aposentar.

Ao longo da carreira, Maria teve vários problemas graves de saúde, alguns decorrentes de suas atividades no banco. Estava, inclusive, usufruindo de uma licença médica quando do fechamento do Polo. Ou seja: ao receber a alta médica, seu local de trabalho já não existia mais, e ela descobriu que havia sido transferida para uma agência de Jaú.

Negociação

Maria Antônia, que mora em Pederneiras, retomaria suas atividades em 26 de janeiro, mas seu médico atestou que o deslocamento diário até Jaú seria prejudicial à saúde da paciente. O Sindicato foi acionado e, então, entrou em contato com a Superintendência Regional do banco para pedir que Maria fosse transferida para uma agência mais próxima de sua casa. A negociação durou mais de um mês, até que o Bradesco disponibilizou uma vaga para a bancária na agência de Pederneiras.

Embora Maria Antônia tenha ficado satisfeita com o resultado, é preciso lembrar que, em maio do ano passado, numa reunião na sede do Bradesco, em Osasco, a gerente de Relações Sindicais do banco disse ao Sindicato que o pessoal do Polo seria realocado "de acordo com o interesse do bancário". Também disse que uma assistente social e um médico viriam a Bauru para "avaliar caso a caso a realocação dos empregados".

Não foi bem o que aconteceu: Maria não foi consultada sobre a transferência e o caso só se resolveu com a intervenção do Sindicato. Falta de atenção e de sensibilidade.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
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