Terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Caixa Econômica Federal

Analista Jr. da CEF ganha R$ 103 mil por 7ª e 8ª horas


22/08/2017
Jornal Bancários na Luta, edição 3

A Caixa Econômica Federal teve de pagar pouco mais de R$ 103 mil a um bancário da Gifug Bauru que tinha jornada de oito horas quando, na verdade, deveria ter jornada de seis horas. O valor corresponde ao pagamento das horas extras além da 6ª hora que o empregado trabalhou ao longo dos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.



A entidade mostrou à Justiça que a função de analista júnior exercida pelo bancário não poderia ser considerada função ?de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes?, conforme estabelece o artigo 224, §2º da CLT para que o bancário possa ter jornada maior que a normal, que é de seis horas.

Isso porque o analista júnior em questão desempenhava tarefas meramente técnicas, sem nenhuma fidúcia especial, bastava ele seguir à risca os manuais operativos do banco. Além disso, o bancário nunca teve subordinados.

O juiz André Luiz Alves, da 3ª Vara do Trabalho de Bauru, reconheceu a irregularidade das 7ª e 8ª horas e condenou o banco a pagá-las como horas extras (com adicional de 50%), mais os reflexos das horas nos descansos semanais remunerados, férias acrescidas de 1/3, 13º salários e depósitos do FGTS.

A Caixa ainda recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), mas não obteve êxito.


Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região
Rua Marcondes Salgado, 4-44, Centro - CEP 17010-040 - Bauru/SP
Fone (14) 3102-7270 Fax (14) 3102-7272 - contato@seebbauru.com.br