Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Itaú

Banqueiro do Itaú defende reformas trabalhista e previdenciária


23/05/2017
Bancários na Frente, edição 34

O ex-presidente do banco Itaú e banqueiro, Roberto Setubal, criticou as leis trabalhistas do Brasil, em uma entrevista durante o Brasil Forum UK 2017, realizado em Oxford, no Reino Unido.

Como já era de se esperar, o banqueiro defendeu primeiramente a reforma trabalhista proposta pelo governo Temer, caracterizando-a como positiva e como solução para a retomada do crescimento da economia brasileira.



?Acredito que esta reforma traz inúmeros benefícios. Em sendo aprovada, cria condições muito mais flexíveis, gerando um ambiente de trabalho que nos permite retomar o crescimento econômico. Se não criarmos uma legislação trabalhista equilibrada, que dê condições para as empresas aumentarem a produção e gerarem riqueza, enfrentaremos um problema sério. Nunca teremos como resolver nossos problemas sociais?, declara Setubal.

Para o ex-presidente do Itaú, a CLT é complexa e longa, além de ser ?detalhista, burocrática e intervencionista ao extremo?, o que de acordo com ele, torna  impossível o cumprimento das leis pela União e pelas empresas.

À respeito da reforma da previdência, Setubal é repetitivo, não coloca nada mais na balança além do crescimento econômico.

?A reforma da previdência dará uma perspectiva fiscal permitindo um cenário mais previsível, essencial para que a gente retome o crescimento econômico sustentável. O crescimento econômico é essencial para a solução dos nossos problemas sociais?, finaliza.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região não é novidade essas defesas de Setubal, já que ele é ex-presidente do maior banco do país, que mesmo com a atual crise econômica lucrou R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2017. Ou seja, o banco não tem nada do que reclamar ou sofrer, diferentemente dos trabalhadores brasileiros. 

Essa posição do banqueiro mostra, ainda mais, como eles colocam o aumento do lucro em primeiro lugar e os trabalhadores em último. Prova disso é o próprio cenário em que os bancários do Itaú trabalham: agências lotadas, poucos funcionários, metas abusivas, assédio moral, desvio de função e sobrecarga de trabalho. Sem contar as inúmeras demissões que o banco faz a torto e a direito. 

Não vamos deixar que os nossos direitos sejam destruídos e entregues de bandeja! Vamos à luta! Fora Temer e seu governo de banqueiros!


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