, 17 de dezembro de 2017
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Sindicato segue na luta contra a reforma da Previdência


06/12/2017
Bancários na Luta, edição 14

O governo Temer apresentou no dia 22 o novo texto da reforma da Previdência. Dois dias depois, a CSP-Conlutas e as demais centrais sindicais se reuniram em São Paulo e decidiram organizar os trabalhadores para mais uma grande Greve Geral, que aconteceria nesta terça-feira, 5 de dezembro. No entanto, a CUT e outras sete centrais (Força Sindical, CTB, CSB, NCST, UGT, CGTB e Intersindical) recuaram, diante do adiamento da votação da reforma na Câmara.

Por considerar uma traição a desmobilização dos trabalhadores neste momento, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região manteve sua decisão de ir para as ruas ontem, dia 5, para promover uma panfletagem junto aos bancários e clientes de bancos e denunciar a quem interessa a reforma da Previdência e os prejuízos que ela causará aos trabalhadores.

O novo texto de reforma ainda é um grave ataque aos trabalhadores e, se aprovado, representará o fim do direito à aposentadoria no Brasil (leia mais ao lado).

A classe trabalhadora precisa mostrar que não aceita o desmonte da Previdência Social e que está disposta a lutar para defender seus direitos. O papel das centrais sindicais é se contrapor ao discurso do governo, que tenta convencer a população de que a reforma da Previdência é necessária e ?combate privilégios?. É preciso desmascarar as mentiras de Temer e esclarecer aos trabalhadores o quão nefasta é essa reforma.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os trabalhadores precisam manter a pressão sobre o presidente e sobre os parlamentares. É a mobilização popular que tem feito o governo recuar na questão da reforma previdenciária.

O governo já tem uma nova data para a votação. Agora, é preciso construir uma Greve Geral que pare o país, porque só assim poderemos enterrar de vez essa reforma que ameaça acabar com a aposentadoria.

Principais mudanças da nova proposta

Só a mobilização popular fará o governo Temer abandonar por completo a reforma da Previdência. Por causa da pressão, o presidente já desistiu de vários pontos da proposta inicial, reduzindo a reforma a quatro pontos principais. São eles:

* Idade mínima de aposentadoria, com a regra de transição até 2042; 62 anos para mulheres e 65 para homens (INSS e servidores); 60 para professores de ambos os sexos; 55 anos para policiais e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde;
* Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para segurados do INSS e de 25 anos para servidores públicos;
* Novo cálculo do valor da aposentadoria, começando de 60% para 15 anos de contribuição até 100% para 40 anos de contribuição;
* Receitas previdenciárias deixam de ser submetidas à DRU (Desvinculação de Receitas da União).




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